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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Panorama - Forfun


Vivemos rente aos trópicos
Onde as águas de março costumavam fechar o verão
Alimentamos pensamentos utópicos
E usamos a biodiversidade como fonte de inspiração
Vejo uma senhora vendendo balas em frente ao metrô
No campo, máquinas substituem o agricultor
Imagino como era tudo no tempo do meu avô
Quando não existiam telefones celulares, garrafas pet e nem isopor

Dos bangalôs da Tailândia aos barracos do Vidigal  
Dos iates em Ibiza aos soundsystems em Trenchtown  
Há algo que move a todos com a mesma força vital  
A busca da felicidade e a realização pessoal

Se canta com força, com força a vida
Mantém essa chama que há em você no peito contida


De relance me vejo pedalando um camelo
Coqueiros e areia em primeiro plano e ao fundo um navio petroleiro
Calotas polares derretem e modificamos códigos genéticos em nome da ciência
O Homo se diz Sapiens, mas por um lado parece faltar a sapiência
Que o espaço-tempo é curvo, Einstein provou a partir de um lampejo
Realmente não sei se o que você chama de verde a mesma cor que eu vejo
Alheia a isso, a maioria continua exaltando o luxo e a propriedade privada
Esquece que caixão não tem gaveta
E que dessa passagem, a aprendizagem é a única bagagem levada

Mas há crianças, há sorrisos, há o Maraca domingo
O panorama não agrada, mas não há porque se desesperar

Pela simples noção de que é uma dádiva estar vivo

De que os caminhos são lindos, e é necessário caminhar


Se canta com força, com força a vida
Mantém essa chama que há em você no peito contida
Se canta com força, com força a vida
Mantém essa chama que há em você no peito contida

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